CICLISTAS DA EQUIPE DE MTBGUNN-RITA DAHLE FLESJÅ

Gunn-Rita Dahle Flesjå alcançou a maior conquista da temporada passada em condições climáticas severas no campeonato mundial de maratona. No fim de junho, a norueguesa de 40 anos ganhou seu 9º título do campeonato mundial em Kirchberg, Áustria, sua 5ª medalha de ouro no formato de maratona. Mas Dahle Flesjå também mostrou sua categoria no formato cross country olímpico, em 2013. Apesar de não ter obtido a 29ª vitória, que a teria transformado na ciclista mais bem sucedida da história da copa do mundo de MTB, ela ainda subiu ao pódio nas três corridas realizadas em Vallnord, Val di Sole e Hafjell. Ela também conquistou os campeonatos nacionais noruegueses de cross country e venceu uma prova de cada série das corridas nacionais da França e da Suíça. Para a próxima temporada, Gunn-Rita Dahle Flesjå tem duas metas principais que quer alcançar em sua melhor forma. A primeira é o campeonato europeu de cross country que acontece no início de junho em St. Wendel, na Alemanha. O campeonato mundial a ser realizado em Hafjell, no início de setembro, é ainda mais importante para a Grande Dama do mountain biking. Em sua cidade, Dahle Flesjå espera coroar sua excecional carreira com mais um título de campeonato mundial.

 

RANKING DA UCI 2013  17

CLASSIFICAÇÃO GERAL NA COPA DO MUNDO DE MTB XCO 2013  9

 

ALTURA 173 cm

PESO 59 kg

RESIDE EM Stavanger (NOR)

DATA DE NASCIMENTO 10/02/1973

FORMAÇÃO/OCUPAÇÃO Jornalismo

TÉCNICO Kenneth Flesjå

HOBBIES writing / reading and playing with my little son

ESTADO CIVIL casada com Kenneth, com quem tem um filho

SITE www.gunnrita.com

CONQUISTAS

2013 campeã mundial de maratona, 1º lugar no campeonato nacional norueguês de cross country, 8º no campeonato mundial de cross country, resultados da Copa do Mundo de MTB: 4º colocada em Vallnord, 5º em Val di Sole e Hafjell, 10º em Nove Mesto, 9º na classificação geral da Copa do Mundo de MTB; vitórias nas provas da BMC Racing Cup, em Davos e na Coupe de France, em Méribel.

2012 1º lugar no campeonato europeu de cross country, medalha de prata no campeonato mundial de cross country e no campeonato mundial de maratona, resultados da Copa do Mundo de MTB: vencedora em La Bresse e Val d’Isère, 5º lugar em Mont Saint-Anne, 7º em Windham, 8º em Nove Mesto e Houffalize, 2º na classificação geral da Copa do Mundo de MTB.

2011 1º lugar no campeonato de maratona europeu, 1º no campeonato nacional norueguês de cross country, resultados da Copa do Mundo de MTB: 3º lugar em Val di Sole, 4º em Nove Mesto, 6º no campeonato mundial de cross country

2010 medalha de prata no campeonato de maratona europeu, 6º lugar no campeonato mundial de maratona, 3º no Roc d’Azur (cross country)

2009 1º lugar no campeonato de maratona europeu, 1º lugar no campeonato nacional norueguês de cross country, 1º lugar na Maratona Gunn-Rita de Montebelluna.

2008 campeã mundial de maratona, 7º lugar no campeonato mundial cross country, resultados na Copa do Mundo de MTB: 1º lugar (Madri), 5º (Mont Sainte Anne), 6º (Houffalize), 8º (Fort William)

2007 2º na Copa do Mundo de MTB Houffalize, 3º na Copa do Mundo de MTB Offenburg, 1º na MTB Bundesliga Münsingen, 1º na Sunshine Cup em Nals, 1º na Maratona Gunn-Rita

 

 

 


5 PERGUNTAS, 5 RESPOSTAS COM A CAMPEÃ MUNDIAL POR 9 VEZES

Olá, Gunn-Rita. Em primeiro lugar, parabéns pelo enorme sucesso!
Torci muito por você durante a prova do campeonato mundial de maratona e fiquei realmente feliz por você ter vencido! Ser nove vezes campeã mundial… é um feito incrível! Bem, tenho algumas perguntas sobre a corrida e sua temporada para fazer em nome dos fãs. (Clique para ler a entrevista)

1. Como uma das poucas mulheres que competem em alto nível internacional, você disputa o cross country e a maratona. Essa combinação pode ter sido sua vantagem em Kirchberg, com relação à vivacidade, ao nível técnico das pistas das provas da copa do mundo de cross country etc?
GR: Sim e não… A velocidade máxima em cross country é mais alta, especialmente na largada. A desvantagem que vem do cross country é que nunca temos tempo de participar da maratona durante uma temporada e com uma pista como em Kirchberg é muito difícil fazer uma escalada tão longa e íngreme quando não se está acostumado. O último downhill do Mundial neste ano foi realmente minha parte favorita da corrida. Longo, técnico e com muitos trechos de alta velocidade.

2. Conquistar o campeonato mundial XCM pouco depois de completar 40 anos poderia ter surpreendido algumas pessoas. Ou acha que isso foi uma vantagem em termos de experiência e resistência?
GR: De várias formas, essa pista em Kirchberg foi uma das mais difíceis que já experimentei porque ela exige potência e um grande motor, mas também muita capacidade mental. Subir durante mais de 60 minutos, com um ritmo constante, forçando as pernas ao limite exige muito da sua capacidade mental. Trabalhei muito nisso junto com Kenneth durante as duas últimas semanas de treino. Mantendo o foco na respiração, conduzindo a bike adequadamente, pedalando, com uma pegada relaxada no guidão e utilizando o mínimo de energia possível em outras partes do corpo para usá-la nas pernas. Também sabia que chegaria ao limite várias vezes durante a corrida e estava preparada, sabia que seria uma parte muito dolorosa da prova, mas tinha que continuar de qualquer forma. A idade não é um limite. É tudo questão de trabalhar duro, ter prioridades e paixão… de querer muito ser campeã novamente.

 

3. Pilotando sua MERIDA BIG.NINE, você confia nas vantagens de uma bicicleta de aro 29”. Ela era, sem dúvida, a melhor opção, não?
GR: Piloto a melhor bike que existe e a BIG.NINE me oferece conforto na subida e na descida, boa pegada, uma grande vantagem nas partes técnicas e ótimas características de rolamento. Com a configuração que tenho na bike e o equipamento que a MULTIVAN MERIDA BIKING TEAM está usando, confio 100% na minha bike em todas as condições.

4. Antes de entrar na última parte de downhill, você ainda encontrou tempo para trocar a roda dianteira por outra mais adequada a esse último desafio. Estando tão perto de conquistar um campeonato mundial, de onde você tirou essa calma, confiando que tudo saísse bem durante essa parada?
GR: Tudo que fazemos em uma prova grande e importante como um campeonato mundial é planejado nos mínimos detalhes. A decisão de trocar a roda dianteira para o último downhill foi tomada muitos dias antes da prova. Se estivesse chovendo forte, o plano era trocar as duas rodas. Eu também já sabia antes da largada que ninguém poderia me superar na última parte, então fiquei bastante calma enquanto Marco trocava a roda. O que mais me preocupava era se eu conseguiria me manter de pé enquanto esperava aqueles segundos durante a troca.

5. O que vem por aí? Onde seus fãs podem vê-la correr e usando o uniforme arco-íris?
GR: Venham ver o treino em Livigno! Usarei meu uniforme arco-íris todos os dias ao pilotar minha bike… e isso acontecerá durante um ano agora :-). A prova de maratona exige muito e portanto não é uma combinação fácil quando as principais metas estão nas provas de cross country. A partir de agora é o campeonato mundial em SA, no fim de agosto, e a final do campeonato mundial em Hafjell, duas semanas depois; esses são os objetivos principais e isso significa que não haverá nenhum espaço para a prova de maratona nesse período. Participarei de um grande evento de maratona na Polônia, no primeiro fim de semana de outubro e possivelmente farei mais uma ou duas provas de maratona no final da temporada.

Muito obrigado por falar conosco!
E comemore muito o sucesso, porque você merece!

 

 

EQUIPE DE MTB DE ELITECICLISTAS DA EQUIPE

Gunn-Rita Dahle-Flesjå

José Antonio Hermida

Rudi van Houts

Thomas Litscher

Ondrej Cink

Julian Schelb